Carol's posts with tag: angels
ia por um poema meu..mas descobri quen ao gosto muito de postar coisas minhas.. então vai um bem análogo ao que eu poria se fosse meu.. Ausência (vinicíus de moraes) Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas. Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada. *ache qualquer coisa..menos a mim...pois eu sou a eterna ausência..
esse faz tbm da minha historia se confunde um pouco com lembranças minhas lembra muito minha irmã pq ela sempre gostou dessa banda. clip bem feito... música melhor ainda
"me fale o que você sente..por ser aquele que gira a faca dentro de mim" se disser q ela eh minha vai ser pretencioso da minha parte pq sempre digo isso entao so vou dizer q gosto muito
Estou descendo uma rua de mão única Com um posto noturno Com uma mente significativa Fora do alcance do homem O castigo, às vezes, não parece se ajustar ao crime Sim há um buraco em minha alma Mas uma coisa eu tenho aprendido É que para toda carta de amor escrita Há uma outra queimando Então me fale como vai ser agora
Está acabado Está acabado
Porque eu estou apagando a chama Dê um passeio fora da sua mente Diga-me o que você sente por ser Aquele que vira a faca dentro de mim Dê uma olhada e você achará que não há nada lá garota Sim eu juro, eu estou lhe contando menina porque Há um buraco em minha alma que sempre me mata É um lugar onde um jardim nunca cresce Há um buraco em minha alma, sim que eu deveria conhecer melhor, Porque seu amor é como o espinho sem a rosa, sim, sim Eu estou tão seco como sete anos de seca Eu juntei pó para lágrimas E eu estou todo remendado Às vezes eu me sinto quebrado e não posso ser consertado Eu sei que há todos os tipos de sapatos debaixo de sua cama Agora eu durmo com minhas botas mas você ainda está em minha cabeça E algo me diz agora que estou no fim da linha
Porque se está tudo acabado Então tudo está acabado
E está me deixando louco Dê um passeio por fora de sua mente Me fale como se sente por ser Aquele que vira a faca dentro de mim Dê uma olhada e você achará Não há nada menina, eu juro Eu estou lhe falando menina, sim, Porque há um buraco em minha alma E é isto o que sempre me mata É um lugar onde um jardim nunca cresce Há um buraco em minha alma Sim, eu deveria conhecer melhor Porque seu amor é como um espinho Sem a rosa, sim, sim
Está acabado Está acabado
Porque eu estou apagando a chama Dê um passeio fora da sua mente Diga-me como sente por ser Aquele que vira a faca dentro de mim Dê uma olhada e você achará Que não há nada lá menina, eu juro Eu estou lhe falando menina, sim, Porque há um buraco em minha alma É isto que sempre me mata É um lugar onde um jardim nunca cresce Há um buraco em minha alma Sim, eu deveria ter conhecido melhor Porque seu amor é como um espinho Sem a rosa,sim,sim,sim,simmm
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A partida Quero ir-me embora pra estrela Que vi luzindo no céu Na várzea do setestrelo. Sairei de casa à tarde Na hora crepuscular Em minha rua deserta Nem uma janela aberta Ninguém para me espiar De vivo verei apenas Duas mulheres serenas Me acenando devagar. Será meu corpo sozinho Que há de me acompanhar Que a alma estará vagando Entre os amigos, num bar. Ninguém ficará chorando Que mãe já não terei mais E a mulher que outrora tinha Mais que ser minha mulher É mãe de uma filha minha. Irei embora sozinho Sem angústia nem pesar Antes contente da vida Que não pedi, tão sofrida Mas não perdi por ganhar. Verei a cidade morta Ir ficando para trás E em frente se abrirem campos Em flores e pirilampos Como a miragem de tantos Que tremeluzem no alto. Num ponto qualquer da treva Um vento me envolverá Sentirei a voz molhada Da noite que vem do mar Chegar-me-ão falas tristes Como a querer me entristar Mas não serei mais lembrança Nada me surpreenderá: Passarei lúcido e frio Compreensivo e singular Como um cadáver num rio E quando, de algum lugar Chegar-me o apelo vazio De uma mulher a chorar Só então me voltarei Mas nem adeus lhe darei No oco raio estelar Libertado subirei.
Vinicíus de Moraes
Olá
O sinal do pátio da escola toca de novo Nuvens chuvosas vêm para brincar de novo Ninguém lhe contou que ela não está respirando? Olá eu sou a sua mente dando a você alguém para conversar Olá!
Se eu sorrir e não acreditar Logo, eu sei, eu vou acordar desse sonho Não tente me consertar, eu não estou quebrada
Olá! Eu sou a mentira Vivendo por você Então, você pode se esconder. Não chore.
De repente eu sei que não estou dormindo Olá, eu ainda estou aqui Tudo o que restou do passado.
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TABACARIA
Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto, Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é (E se soubessem quem é, o que saberiam?), Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, Para uma rua inacessível a todos os pensamentos, Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade. Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer, E não tivesse mais irmandade com as coisas Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada De dentro da minha cabeça, E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu. Estou hoje dividido entre a lealdade que devo À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo. Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada. A aprendizagem que me deram, Desci dela pela janela das traseiras da casa. Fui até ao campo com grandes propósitos. Mas lá encontrei só ervas e árvores, E quando havia gente era igual à outra.
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