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Blog Entryausencias...Jul 7, '07 12:05 PM
for everyone

ia por um poema meu..mas descobri quen ao gosto muito de postar coisas minhas..

então vai um bem análogo ao que eu poria se fosse meu..

 

Ausência (vinicíus de moraes)

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

*ache qualquer coisa..menos a mim...pois eu sou a eterna ausência..


VideoAerosmith - Hole in my soul (Clipe)Jun 23, '07 7:05 PM
for everyone
esse faz tbm da minha historia
se confunde um pouco com lembranças minhas
lembra muito minha irmã pq ela sempre gostou dessa banda.
clip bem feito...
música melhor ainda

"me fale o que você sente..por ser aquele que gira a faca dentro de mim"
se disser q ela eh minha vai ser pretencioso da minha parte
pq sempre digo isso
entao so vou dizer q gosto muito

Estou descendo uma rua de mão única
Com um posto noturno
Com uma mente significativa
Fora do alcance do homem
O castigo, às vezes, não parece se ajustar ao crime
Sim há um buraco em minha alma
Mas uma coisa eu tenho aprendido
É que para toda carta de amor escrita
Há uma outra queimando
Então me fale como vai ser agora

Está acabado
Está acabado

Porque eu estou apagando a chama
Dê um passeio fora da sua mente
Diga-me o que você sente por ser
Aquele que vira a faca dentro de mim
Dê uma olhada e você achará que não há nada lá garota
Sim eu juro, eu estou lhe contando menina porque
Há um buraco em minha alma que sempre me mata
É um lugar onde um jardim nunca cresce
Há um buraco em minha alma, sim que eu deveria conhecer melhor,
Porque seu amor é como o espinho sem a rosa, sim, sim
Eu estou tão seco como sete anos de seca
Eu juntei pó para lágrimas
E eu estou todo remendado
Às vezes eu me sinto quebrado e não posso ser consertado
Eu sei que há todos os tipos de sapatos debaixo de sua cama
Agora eu durmo com minhas botas mas você ainda está em minha cabeça
E algo me diz agora que estou no fim da linha

Porque se está tudo acabado
Então tudo está acabado

E está me deixando louco
Dê um passeio por fora de sua mente
Me fale como se sente por ser
Aquele que vira a faca dentro de mim
Dê uma olhada e você achará
Não há nada menina, eu juro
Eu estou lhe falando menina, sim,
Porque há um buraco em minha alma
E é isto o que sempre me mata
É um lugar onde um jardim nunca cresce
Há um buraco em minha alma Sim, eu deveria conhecer melhor
Porque seu amor é como um espinho
Sem a rosa, sim, sim

Está acabado
Está acabado

Porque eu estou apagando a chama
Dê um passeio fora da sua mente
Diga-me como sente por ser
Aquele que vira a faca dentro de mim
Dê uma olhada e você achará
Que não há nada lá menina, eu juro
Eu estou lhe falando menina, sim,
Porque há um buraco em minha alma
É isto que sempre me mata
É um lugar onde um jardim nunca cresce
Há um buraco em minha alma
Sim, eu deveria ter conhecido melhor
Porque seu amor é como um espinho
Sem a rosa,sim,sim,sim,simmm



Import.flv (14.1 MB)

Blog Entrya partidaJun 17, '07 7:48 AM
for everyone

A partida


Quero ir-me embora pra estrela
Que vi luzindo no céu
Na várzea do setestrelo.
Sairei de casa à tarde
Na hora crepuscular
Em minha rua deserta
Nem uma janela aberta
Ninguém para me espiar
De vivo verei apenas
Duas mulheres serenas
Me acenando devagar.
Será meu corpo sozinho
Que há de me acompanhar
Que a alma estará vagando
Entre os amigos, num bar.
Ninguém ficará chorando
Que mãe já não terei mais
E a mulher que outrora tinha
Mais que ser minha mulher
É mãe de uma filha minha.
Irei embora sozinho
Sem angústia nem pesar
Antes contente da vida
Que não pedi, tão sofrida
Mas não perdi por ganhar.
Verei a cidade morta
Ir ficando para trás
E em frente se abrirem campos
Em flores e pirilampos
Como a miragem de tantos
Que tremeluzem no alto.
Num ponto qualquer da treva
Um vento me envolverá
Sentirei a voz molhada
Da noite que vem do mar
Chegar-me-ão falas tristes
Como a querer me entristar
Mas não serei mais lembrança
Nada me surpreenderá:
Passarei lúcido e frio
Compreensivo e singular
Como um cadáver num rio
E quando, de algum lugar
Chegar-me o apelo vazio
De uma mulher a chorar
Só então me voltarei
Mas nem adeus lhe darei
No oco raio estelar
Libertado subirei.


Vinicíus de Moraes


VideoEvanescence - HelloJun 12, '07 6:59 PM
for everyone
Olá

O sinal do pátio da escola toca de novo
Nuvens chuvosas vêm para brincar de novo
Ninguém lhe contou que ela não está respirando?
Olá eu sou a sua mente dando a você alguém para conversar
Olá!

Se eu sorrir e não acreditar
Logo, eu sei, eu vou acordar desse sonho
Não tente me consertar, eu não estou quebrada

Olá!
Eu sou a mentira
Vivendo por você
Então, você pode se esconder.
Não chore.

De repente eu sei que não estou dormindo
Olá, eu ainda estou aqui
Tudo o que restou do passado.




Import.flv (8.4 MB)

     

      TABACARIA

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.


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